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A Voz da Feira

2025/11/11

DINHEIRO NO COLCHÃO? ESTRANHOS TEMPOS

Opinião

BILHETE POSTAL
Por Eduardo Costa

‘Pela primeira vez num documento oficial, o Banco de Portugal (BdP) veio dizer objectivamente que é prudente os cidadãos manterem algum dinheiro físico disponível”.

Nasci a ter condescendência dos ‘idosos’ que teimavam em ter em casa dinheiro vivo. Desconfiavam dos bancos.  Ríamos da história daquela senhora de idade que, todos os meses, ia ao banco para contar o ‘seu’ dinheiro ali depositado. Que voltava a depositar.

Ora, os bancos eram o emprego que praticamente todos desejavam. Futuro sólido, garantido. Tal como o nosso dinheiro que guardavam.

Até que, num dia imprevisível, os bancos começaram a falir. Uns atrás de outros. Economias de uma vida perdidas. Começou em 2008 e não parou. O Banco Central Europeu (BCE), em conjugação com os governos, decidiu intervir. A maioria dos bancos foram ‘salvos’. Mas, demasiados foram os depositantes que viram perdido o seu dinheiro, investido em ‘ações’ e outros ‘papéis’, que rendiam melhor juro. Confiaram. Mas, quem não confiava nos bancos? Talvez só os banqueiros…

Foi tudo demasiado rápido e imprevisível. Lembro que em outubro de 2007 estava em Bucareste na Roménia na inauguração de 30 agências do BCP/Millennium. Fui um dos quatro que cortou a fita vermelha com o engenheiro Jardim Gonçalves. A tesoura não cortou à primeira. Rimos. Mas se calhar era já um mau presságio do que estava para vir. Em fevereiro de 2008 o estado indiretamente tomou conta, através da CGD.

Dinheiro no colchão? É o Banco de Portugal que recomenda! Tempos estranhos estes…

 

Eduardo Costa, jornalista, presidente da Associação Nacional de Imprensa Regional
(Este artigo de opinião semanal é publicado em cerca de 50 jornais) 

 

 

 

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